Lei 13: Apele para o interesse próprio das pessoas, nunca para a misericórdia delas (As 48 Leis do Poder)

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Visão geral da Lei 13: Apele para o interesse próprio das pessoas, nunca para a sua misericórdia

Quando precisar da ajuda de alguém em posição de poder, não fale sobre suas necessidades nem sobre algo que você tenha feito por essa pessoa no passado. Em vez disso, apele para o interesse próprio das pessoas, nunca para a misericórdia delas. Elas ficarão felizes em ajudar se receberem algo importante em troca.

Princípios do Direito 13

Para alcançar o poder, muitas vezes é preciso pedir ajuda a quem está acima de você. Mas não dá para simplesmente soltar o que você quer — pedir ajuda é uma arte. 

De acordo com a Lei 13 das 48 Leis do Poder, para conseguir o que você quer, você precisa se concentrar não nos seus desejos, mas nos da outra pessoa. Ela provavelmente não dá a mínima para as suas necessidades e, se você se concentrar nelas, ela vai te ver como alguém desesperado ou como um incômodo.

Além disso, não cometa o erro de basear seu apelo em coisas irrelevantes como sua lealdade, amizade ou favores que você tenha feito à outra pessoa no passado. Apele para o interesse próprio das pessoas, nunca para a misericórdia delas.

Para demonstrar como atender ao seu pedido beneficia a outra pessoa, você precisa entender o que a motiva e o que é importante para ela. Coloque-se no lugar dela e veja as coisas da perspectiva dela. Ela tem ambições ou inimigos que você poderia ajudar a enfrentar? Procure maneiras de ajudar a satisfazer as necessidades dela ou a promover seus objetivos.

Aqui está um exemplo de como aplicar a Lei 13 As 48 Leis do Poder: no século XVI, enquanto Portugal tentava estabelecer relações comerciais com o Japão, os missionários portugueses também tentavam converter os japoneses ao catolicismo, pelo qual estes não demonstravam interesse. O proselitismo irritou o imperador japonês, o que afetou as negociações comerciais. Quando os holandeses começaram a chegar ao Japão para estabelecer relações comerciais, em vez de propagar a religião, ofereceram algo que os japoneses consideravam valioso — conhecimento especializado em armas de fogo e navegação. O imperador não perdeu tempo em expulsar os portugueses e negociar exclusivamente com os holandeses. Os holandeses sabiam como apelar para o interesse próprio das pessoas, nunca para a sua misericórdia.

Colocando a Lei 13 em prática

Ao fazer um pedido a alguém poderoso, seus apelos à justiça, à reciprocidade ou à gratidão provavelmente acabarão prejudicando você, caso seu interlocutor só entenda o interesse próprio e o domínio pela força.

Aqui está outro exemplo de como não se deve aplicar As 48 Leis do Poder Lei 13 As 48 Leis do Poder. Stefano di Poggio aprendeu isso da maneira mais difícil. Quando Castruccio, governante de uma cidade italiana, estava ausente em campanha militar, eclodiu um conflito entre sua família e uma família rival, os Poggios, que queriam destituí-lo. Stefano di Poggio interveio e pôs fim ao conflito. Por esse ato, ele apelou a Castruccio para que poupasse a ele e à sua família de qualquer punição. Ele esperava que Castruccio ficasse grato por ter posto fim à luta. Castruccio convidou a família Poggio para uma conversa no palácio. Quando eles chegaram, ele os prendeu e os executou.

Ninguém é obrigado a ser grato; dizer a um superior que ele deveria ser grato a você ou que lhe deve algo dá a entender que você é um fardo do qual ele deveria se livrar.

Eis um exemplo contrastante de como apelar ao interesse próprio das pessoas pode dar certo. A ilha de Corcira estava à beira de uma guerra com a cidade-estado grega de Corinto. Representantes de Corcira e de Corinto apelaram a Atenas para que se colocasse do seu lado.

O representante de Corinto proferiu um discurso apaixonado, citando as ações que Corinto havia realizado em prol de Atenas no passado e a importância de demonstrar gratidão para com os amigos. O representante da ilha reconheceu que Corcira não havia feito nada por Atenas e que, no passado, havia até mesmo se aliado aos inimigos de Atenas. O que ele poderia oferecer daqui para frente, no entanto, era uma aliança de forças navais — a marinha de Corcira era quase tão forte quanto a de Atenas e, juntas, poderiam desafiar Esparta, rival de Atenas. Após um debate, os atenienses votaram por esmagadora maioria a favor de se aliar a Corcira. Esse é o poder da Lei 13: Apele para o interesse próprio das pessoas, nunca para a sua misericórdia.

O representante de Corinto cometeu um erro ao tentar fazer Atenas se sentir culpada invocando o passado. Ele também não conseguiu apontar nenhum benefício para Atenas em uma futura aliança com Corinto. No fim das contas, o pragmatismo e o interesse próprio prevalecem.

Exceções à Lei 13

Existem exceções à Lei 13 As 48 Leis do Poder? Algumas pessoas podem se sentir ofendidas por apelos ao seu interesse próprio, pois gostam de se considerar altruístas. Elas se sentem bem consigo mesmas e se sentem superiores a você quando podem ser caridosas ou magnânimas. Elas não precisam de nenhuma ajuda sua, a não ser a oportunidade de se sentirem — e serem vistas publicamente como — benevolentes e superiores. Tudo bem — dê a elas a oportunidade de serem magnânimas. Mas, em geral, siga a Lei 13: Apele para o interesse próprio das pessoas, nunca para a misericórdia delas.

Lei 13: Apele para o interesse próprio das pessoas, nunca para a misericórdia delas (As 48 Leis do Poder)

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Amanda Penn

Amanda Penn é escritora e especialista em leitura. Ela publicou dezenas de artigos e resenhas de livros que abrangem uma ampla variedade de temas, incluindo saúde, relacionamentos, psicologia, ciência e muito mais. Amanda foi bolsista Fulbright e lecionou em escolas nos Estados Unidos e na África do Sul. Amanda possui mestrado em Educação pela Universidade da Pensilvânia.

Um comentário sobre“Lei 13: Apele para o interesse próprio das pessoas, nunca para a misericórdia delas (As 48 Leis do Poder)

  • 15 de setembro de 2024, às 12h09
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    Colocar o meu pedido dentro do benefício da outra pessoa. Isso mudou a minha maneira de pedir ajuda.

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