O Alquimista — O Final Explicado

Este artigo é um trecho do guia Shortform sobre Shortform “O Alquimista”, de Paulo Coelho. Shortform os melhores resumos e análises do mundo sobre os livros que você deveria ler.

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Quer saber como termina *O Alquimista* ? O que o tesouro simbolizava? O que Santiago aprendeu?

É no final de *O Alquimista* que Paulo Coelho reforça suas lições. Ele aborda a importância de seguir seus sonhos, encontrar o amor e se tornar um com o universo.

Aqui está uma visão geral do que aconteceu na história e uma análise do que isso significa.

O Fim de “O Alquimista”

Vamos dar uma olhada no final de *O Alquimista* , explicado em linguagem simples. Nesta parte final da história, Coelho nos ensina que devemos estar abertos a encontrar nosso destino em lugares inesperados, e que ele precisa ser encontrado antes que possamos realmente viver a vida que fomos destinados a viver.   

Quando o alquimista o deixa, o menino segue sozinho em sua jornada rumo às pirâmides, tendo como força o poder transformador da alquimia. Ele aprendeu que não só é capaz de dialogar com o vento e o sol, mas que esses elementos fazem parte dele — ele é o vento, o sol, o deserto e as estrelas. Tudo é um só, unido pela alma universal e pela linguagem do amor.

Tudo é Um

O conceito de que tudo no universo é um todo inseparável é um princípio fundamental da tradição vedântica da Índia (entre outros sistemas de crenças), que afirma que nossa percepção de separação é uma ilusão. E as descobertas mais recentes da física quântica confirmam isso. No nível subatômico, a ciência demonstrou que as partículas estão “entrelaçadas” de tal forma que não podem ser definidas como entidades distintas. Embora a ciência defina a energia como a base desse fenômeno, os psicólogos têm analisado como esse conhecimento afeta as interações humanas. Eles descobriram que pessoas que acreditam na unidade de tudo tendem a ser mais inclusivas, mais compassivas e a sentir uma conexão mais forte com outros seres humanos, animais e a natureza. Em outras palavras, o reconhecimento de que tudo é um todo inseparável pode levar a um sentimento de amor mais profundo. 

Depois de mais um trecho de viagem, ao chegar ao topo de uma grande duna, o menino avista ao longe as pirâmides egípcias. Ao ver aquilo, ele cai de joelhos e começa a chorar. Então, percebe um escaravelho ao seu lado — que ele sabe ser um símbolo sagrado para os egípcios —, e interpreta isso como um sinal, começando a cavar ali em busca de seu tesouro. (Shortform : Diz-se que o escaravelho representava renovação e renascimento na mitologia egípcia antiga. Seja isso intencional por parte de Coelho ou não, parece apropriado, considerando que o escaravelho apareceu no momento culminante, quando o menino enfrentou uma situação de quase morte e finalmente chegou ao lugar onde terá a revelação que o levará ao tesouro que mudará sua vida.) 

Mas Santiago não encontra nada. Naquele momento, aparecem alguns vagabundos que tentam roubá-lo, mas descobrem que ele não tem nada. O menino então lhes conta sobre seu sonho recorrente de que encontraria um tesouro perto das pirâmides egípcias. Um dos vagabundos zomba e diz que também tinha um sonho recorrente sobre um tesouro enterrado nas ruínas de uma igreja espanhola, onde cresce um sicômoro, mas que não é tolo o suficiente para atravessar o mundo procurando por ele. E é então que o menino percebe que seu tesouro está, na verdade, enterrado lá de onde ele partiu.

Ele parte de volta pelo deserto, na longa jornada de volta à Andaluzia, até o mesmo local onde teve o sonho, nas ruínas da igreja, e começa a cavar. E lá ele encontra um baú cheio de ouro e pedras preciosas. Seu tesouro estava ali o tempo todo. Mas agora ele sabe onde está seu coração, e, levando o tesouro consigo, parte novamente para voltar a Fátima, seu verdadeiro amor, que o espera no oásis.

Nesta cena final, Coelho nos revela que, na busca pelo nosso destino, devemos sempre estar abertos à possibilidade de encontrá-lo nos lugares mais inesperados, mesmo que isso signifique atravessar o mundo e voltar

O Fim é o Começo

O final de *O Alquimista* reflete a própria experiência de vida de Coelho, conforme descrito em uma entrevista de 2014 para o podcast “On Being”, com Krista Tippett. Nessa conversa, Coelho descreve sua peregrinação de 1986 pelo Caminho de Santiago, na Espanha, algo que ele sonhava em realizar. Quando se aproximava do fim do caminho, ele teve uma sensação inesperada de tristeza por a jornada estar chegando ao fim. No entanto, ele então percebeu que a conclusão dessa peregrinação física era, na verdade, o início de uma peregrinação espiritual e, em última instância, de uma nova vida para ele. E decidiu ali mesmo que deveria seguir o chamado de sua vida e se tornar escritor. Assim, percebemos pela narrativa de Coelho que Santiago era uma expressão de si mesmo e de sua própria jornada de vida. 
O Alquimista — O Final Explicado

———Fim da prévia———

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Veja o que você encontrará em nosso resumo completo de *O Alquimista* :

  • Um guia sobre a famosa história de Paulo Coelho
  • Uma análise do simbolismo e das lições contidas na história
  • Uma comparação entre as ideias de Coelho e outras tradições e crenças filosóficas e espirituais

Hannah Aster

Hannah é uma escritora e editora experiente que começou sua trajetória na Shortform há Shortform cinco anos. Ela cresceu lendo principalmente livros de ficção, mas passou a escrever não-ficção quando criou seu site de viagens em 2018. Quando não está escrevendo ou viajando, é possível encontrar Hannah trabalhando em projetos de reforma da casa, fazendo artesanato ou cuidando de plantas.

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