Resumo do PDF:Por que dormimos, de Matthew Walker
Resumo do livro: Conheça os pontos principais em poucos minutos.
Veja abaixo uma prévia do resumo do livro *Why We Sleep*, de Matthew Walker, publicado pela Shortform. Leia o resumo completo na Shortform.
Resumo em PDF de uma página do livro “Por que dormimos”
Provavelmente, você não está dormindo o suficiente. Muitas pessoas sofrem de privação crônica de sono mais do que imaginam, e as consequências disso são graves: redução da produtividade e da felicidade, além de um risco maior de desenvolver uma série de doenças. Em *Why We Sleep*, o “diplomata do sono” Matthew Walker, Ph.D., desvenda alguns dos mistérios do sono com base em pesquisas realizadas tanto dentro quanto fora do seu Centro de Ciência do Sono Humano.
Neste guia, vamos explorar como ocorre o sono, seus principais benefícios e as melhores maneiras de dormir melhor. Também discutiremos pesquisas sobre o sono realizadas por outros especialistas, bem como novas descobertas que surgiram após a publicação do livro.
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2. A privação de sono prejudica o controle emocional. Walker afirma que, quando se está com falta de sono, a amígdala (a parte do cérebro que controla as emoções) pode ficar descontrolada, levando a um aumento de 60% na reatividade emocional. A perturbação do sono é um sintoma comum de todos os transtornos de humor. No entanto, a privação de sono, na verdade, faz com que um terço dos pacientes com depressão se sinta melhor. (Nota da Shortform: Guzey observa que Walker minimiza os benefícios da privação de sono — estudos sugerem que ela é benéfica para cerca de 45-50% dos pacientes com depressão. Walker esclarece que essas descobertas surgiram depois que o livro foi escrito.)
3. A privação do sono pode contribuir para o Alzheimer. A falta de sono pode prejudicar a formação da memória, bem como o sistema de limpeza glinfático, responsável pela remoção das placas associadas ao Alzheimer. (Nota do Shortform: Um estudo sugere que dormir de lado pode ajudar a diminuir as chances de desenvolver Alzheimer e outras doenças neurológicas.)
Doenças associadas à privação do sono
Além dos danos que causa ao cérebro, a privação do sono perturba o funcionamento normal de muitos processos fisiológicos, provavelmente contribuindo para o seguinte:
- Doença cardíaca
- Diabetes
- Obesidade e ganho de peso
- Redução da fertilidade (por afetar os hormônios e a atratividade)
- Alguns tipos de câncer
- Envelhecimento
- Diminuição do desempenho atlético
- Morte
Uma observação sobre os estudos sobre por que dormimos
Muitos dos estudos populacionais citados em *Why We Sleep* são correlacionais — por exemplo, seus resultados mostram que pessoas que dormem menos têm maior probabilidade de ter doenças cardíacas, após o controle de muitos outros fatores. Mas a relação de causalidade desses resultados não é clara — alguns outros fatores que predispõem as pessoas a doenças cardíacas (como um alto nível basal de estresse) também poderiam reduzir o sono.
Para abordar essa questão, os estudos experimentais citados por Walker tentam associar a falta de sono a um estado fisiológico intermediário, que por si só é causador da doença. Por exemplo, a falta de sono aumenta a pressão arterial, o que, segundo o consenso médico, é causador de doenças cardíacas.
Idealmente, o experimento decisivo consistiria em distribuir aleatoriamente as pessoas em grupos de sono normal e de sono reduzido durante anos e, em seguida, observar a incidência de doenças. No entanto, isso é impraticável (é difícil realizar estudos tão longos como esse e impossível conduzi-los em duplo-cego) e provavelmente antiético (se já se acredita que o sono reduzido causa doenças graves).
Parte 3: A ciência dos sonhos
Os sonhos mais vívidos ocorrem durante o sono REM. Walker afirma que as áreas visuais, motoras, de memória e emocionais do cérebro estão ativas. O córtex pré-frontal (que controla a racionalidade) fica inativo. Algumas pessoas são até capazes de ter sonhos lúcidos, o que significa que conseguem controlar voluntariamente suas ações dentro do sonho. (Nota da Shortform: um estudo descobriu que é possível aumentar as chances de ter sonhos lúcidos combinando três técnicas: teste de realidade, interrupção do sono e indução mnemônica de sonhos lúcidos.)
Benefícios dos sonhos e do sono REM
Walker afirma que há três maneiras pelas quais sonhar e o sono REM fazem bem à saúde:
- Os sonhos na fase REM atenuam a dor emocional causada pelas memórias — o cérebro parece reprocessar memórias perturbadoras e temas emocionais de uma forma que retém as lições úteis, ao mesmo tempo em que diminui a dor emocional visceral. (Nota da Shortform: Walker atribui isso exclusivamente ao sono REM, mas a neurocientista Rebecca Spencer defende que o sono NREM também desempenha um papel.)
- O sono REM aumenta a sua capacidade de compreender as emoções alheias — pessoas com falta de sono tendem a interpretar rostos como hostis e agressivos com mais frequência. (Nota da Shortform: isso funciona nos dois sentidos: enquanto as pessoas com falta de sono veem os outros de forma mais negativa, os outros também consideram essas pessoas mais desagradáveis.)
- O sono REM cria novas conexões e promove uma compreensão mais profunda das ideias, além de aumentar a sua capacidade de resolver problemas de forma criativa. (Nota da Shortform: na verdade, pode ser possível manipular o cérebro para resolver problemas durante o sono.)
Parte 4: A situação atual do sono
Walker conclui abordando os distúrbios do sono, os fatores que prejudicam o sono e as maneiras de dormir melhor.
Distúrbios do sono
Ele explica que existem três distúrbios do sono que as pessoas costumam apresentar:
1. Sonambulismo —o ato de caminhar e realizar outras atividades enquanto se está dormindo. Ocorre durante o sono NREM. (Nota: Um estudo de 2021 sugere que homens que praticam sonambulismo podem apresentar um risco maior de desenvolver a doença de Parkinson. Ambos compartilham uma via neural comum e envolvem movimentos involuntários, confusão e amnésia.)
2. Insônia— definida como a situação em que se reserva tempo suficiente para dormir, mas a quantidade ou a qualidade do sono é insuficiente, por mais de três meses. Os fatores desencadeantes mais comuns são preocupações emocionais ou angústia. (Nota da Shortform: Pesquisadores sugerem que o estresse físico e emocional — decorrente de discriminação no local de trabalho e pressão financeira causada pelo desemprego, por exemplo — pode ser a razão por trás da disparidade no sono entre pessoas de cor e pessoas brancas.)
3. Narcolepsia— um estado em que a pessoa não está acordada nem dormindo, caracterizado por três sintomas: crises repentinas de sonolência extrema, paralisia do sono (acordar durante o sono REM em meio à atonia muscular) e cataplexia (perda repentina do controle muscular enquanto acordada). (Nota resumida: pode ser difícil diagnosticar a narcolepsia porque seus sintomas se sobrepõem aos sintomas de depressão, hipotireoidismo, apneia do sono e epilepsia, entre outras condições.)
O que o impede de dormir bem
Walker aponta o jet lag como um fator que perturba o sono cada vez mais comum. Ele afeta os viajantes ao alterar o ritmo circadiano. Ele afirma que pode levar até 10 dias para se readaptar a uma diferença de fuso horário de 10 horas. (Nota do Shortform: Existem várias maneiras de minimizar os efeitos do jet lag, como se hidratar adequadamente e expor-se à luz natural no destino.)
Ele afirma que mesmo quem não está viajando enfrenta cinco fatores importantes que mudaram drasticamente a forma como dormimos:
1. Cafeína— bloqueia os receptores de adenosina, reduzindo assim a sensação de sonolência. (Nota da Shortform: se você não consegue abandonar o hábito de tomar uma bebida quente no final da tarde ou à noite, experimente chás de ervas, que podem ajudar a promover o sono e o relaxamento.)
2. Luz— hoje em dia, a luz artificial invade constantemente nossas casas e perturba nosso ritmo circadiano. A luz azul é a mais problemática, pois suprime a melatonina em níveis duas vezes maiores do que a luz quente. (Nota da Shortform: a luz azul pode ter um impacto ainda maior nas crianças, pois elas são mais sensíveis à luz e têm pupilas maiores.)
3. Temperatura constante— nos dias de hoje, os termostatos mantêm a temperatura constante, suprimindo os sistemas biológicos que utilizam as variações de temperatura ao longo do dia como sinais para dormir. (Nota rápida: se estiver muito calor e você não tiver acesso ao ar-condicionado, reduza a temperatura corporal evitando praticar exercícios à noite, evitando alimentos apimentados e colocando as fronhas na geladeira.)
4. Álcool— um sedativo que provoca o que parece ser sono, mas que, na verdade, se assemelha mais a uma anestesia. Ele faz com que você acorde várias vezes durante a noite e impede que você entre na fase REM do sono. Walker recomenda a abstinência total do álcool. (Nota da Shortform: uma abordagem menos puritana vem da The Sleep Foundation, que recomenda parar de beber álcool pelo menos quatro horas antes de ir dormir.)
5. Despertadores— provocam respostas agudas de estresse ao acordar, elevando drasticamente os níveis de cortisol, a frequência cardíaca e a pressão arterial. (Nota da Shortform: um estudo sugere que trocar o som estridente do despertador por uma música animada pode ajudar a combater a inércia do sono, aquele estado de desorientação em que você se encontra ao acordar.)
Como dormir melhor
Walker dá várias dicas sobre como você pode começar a ter um sono melhor e menos interrompido.
- Mantenha os mesmos horários para acordar e dormir todos os dias. Horários de sono irregulares prejudicam a qualidade do sono.
- Pratique a higiene do sono — diminua a temperatura do quarto, reduza o ruído e diminua a luz.
- Evite álcool, cafeína, exercícios físicos ou cochilos longos antes de dormir.
- Pratique exercícios físicos, pois isso pode aumentar a duração total do sono e melhorar sua qualidade. A prática de exercícios tem um efeito mais duradouro, ou seja, ajuda a longo prazo e não surte efeito no dia a dia — praticar exercícios em um dia não leva necessariamente a um sono melhor naquela noite. Mas uma noite de sono ruim, por sua vez, prejudica o desempenho nos exercícios no dia seguinte.
- Siga uma dieta normal (sem restrição calórica severa, inferior a 800 calorias por dia). Evite dietas com alto teor de carboidratos (>70% das calorias), pois isso diminui o sono NREM e aumenta os despertares.
- Evite remédios para dormir — eles não são melhores do que um placebo.
- Para quem sofre de insônia, experimente a terapia cognitivo-comportamental, que se mostrou mais eficaz do que os remédios para dormir.
Mais dicas para ajudar você a dormir
Em A Revolução do Sono: Transformando sua Vida, Uma Noite de Cada Vez, Arianna Huffington dedica um capítulo a dicas, ferramentas e técnicas para dormir. Embora haja muitas semelhanças com *While We Sleep* ( como limitar a luz azul, evitar o álcool e ajustar a temperatura), ela oferece algumas dicas adicionais que Walker não menciona:
Experimente a acupuntura. De acordo com um estudo, essa prática milenar teve um efeito positivo em 93% dos pacientes com insônia.
Beba (ou sinta o aroma) de um pouco de lavanda. Estudos sugerem que a erva tem um efeito relaxante, o que pode preparar o terreno para uma boa noite de sono. Huffington escreve que, na Alemanha, o chá de lavanda é um tratamento aprovado para a insônia. Você também pode experimentar borrifar um pouco de lavanda no pijama ou nos lençóis.
Esvazie a mente. Para ajudar a reduzir os pensamentos que causam ansiedade, tente fazer uma “limpeza mental” antes de dormir: anote sua lista de tarefas para o dia seguinte, para que seus pensamentos não o mantenham acordado à noite.
Melhorando a qualidade do sono na sociedade
Walker argumenta que a privação do sono vai muito além dos hábitos individuais de sono. Ele afirma que nossa sociedade instituiu estruturalmente a privação do sono de duas maneiras: em primeiro lugar, os horários de trabalho perturbam o sono. As empresas associam as horas trabalhadas à produtividade e tendem a ver o sono como um luxo dos fracos. Em segundo lugar, os horários escolares perturbam o sono: o início das aulas bem cedo perturba os ritmos circadianos das crianças. Walker sugere maneiras de melhorar a qualidade do sono na sociedade:
- Os empregadores deveriam dar menos ênfase às horas trabalhadas e, em vez disso, adotar horários flexíveis que se adaptem aos ritmos circadianos de cada pessoa. Podem até incentivar o sono com dias de férias ou bônus.
- Use a tecnologia do sono para melhorar o monitoramento do sono e ajudá-lo a ajustar seu ritmo circadiano quando necessário.
- Sensibilizar a população em geral sobre a importância do sono, da mesma forma que as escolas oferecem programas educacionais sobre alimentação e drogas.
- Promover a higiene do sono para os pacientes hospitalares — os hospitais podem substituir a iluminação intensa e encontrar maneiras de minimizar os bipes durante a noite.
(Nota resumida: O panorama do sono continua a mudar com os avanços tecnológicos que podemos utilizar para melhorar nosso sono. Em 2021, a FDA aprovou o SleepCogni para uso médico. Estudos clínicos demonstraram que o SleepCogni, um dispositivo baseado em dados, pode reduzir a insônia em apenas sete dias. No setor hoteleiro, onde o sono é parte essencial da estadia dos hóspedes, um cientista prevê algumas maneiras pelas quais a experiência do sono mudará, incluindo colchas e lençóis feitos de tecidos de regulação térmica de alta tecnologia e travesseiros capazes de detectar a atividade do sono.)
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Aqui está uma prévia do restante do resumo em PDF do livro “Why We Sleep”, da Shortform: