Resumo do PDF:As Leis da Natureza Humana, de Robert Greene
Resumo do livro: Conheça os pontos principais em poucos minutos.
A seguir, apresentamos uma prévia do resumo do livro *As Leis da Natureza Humana*, de Robert Greene, publicado pela Shortform. Leia o resumo completo e detalhado na Shortform.
Resumo em PDF de uma página do livro “As Leis da Natureza Humana”
Embora sejamos todos humanos, a maioria de nós não compreende o que leva as pessoas (incluindo a nós mesmos) a sentir e agir da maneira como agimos. Em *As Leis da Natureza Humana*, o autor Robert Greene analisa várias leis que explicam, entre outras coisas, por que nos sabotamos, nos comportamos de maneira diferente em grupos e desejamos as coisas erradas.
Com o conhecimento desses princípios básicos da natureza humana, você poderá lidar com pessoas tóxicas, tornar-se mais empático, fazer com que as pessoas gostem de você e controlar sua própria natureza.
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Além das emoções, muitos de nós escondemos certos traços, especialmente aqueles associados ao gênero oposto. Use esse conhecimento para:
1. Controle sua própria natureza. Todos têm traços tanto masculinos quanto femininos, e quando aceitamos ambos, nos sentimos mais equilibrados e completos. Para se conectar com o lado que você reprime, evite projetar nas pessoas do sexo oposto que você conhece (atribuindo a elas qualidades desejáveis que elas, na verdade, não possuem) e pratique fazer as coisas de uma maneira oposta à que você costuma usar. Por exemplo, se seu estilo habitual de agir é masculino (atacar e superar obstáculos sozinho), tente abordar um problema com um estilo feminino (dar um passo atrás e analisar todas as possibilidades, e estar aberto a esperar por um momento mais oportuno).
Exemplo da categoria “Melhor”: Lei nº 7
A nobre italiana Caterina Sforza utilizou seu conhecimento da Lei nº 7 para se tornar uma estrategista equilibrada e eficaz. Por exemplo, quando o líder mercenário Cesare Borgia atacou seu castelo, ela primeiro tentou evitar o conflito (estilo feminino), tentando prendê-lo na ponte levadiça ao flertar com ele. Quando isso não funcionou, ela recorreu ao estilo mais masculino do combate com espadas.
Categoria nº 3: As pessoas se comportam de maneira diferente em grupos
Quando estamos em grupo, estamos sujeitos a uma força social — a energia das emoções coletivas — e compreender essa força é importante para as três leis a seguir:
Lei nº 8: A individualidade das pessoas é suplantada pelos grupos
Quando estamos em grupo, as emoções das outras pessoas nos afetam e podem nos levar a fazer coisas que não faríamos sozinhos. Use esse conhecimento para:
1. Lide com pessoas tóxicas. Os grupos contêm hierarquias de indivíduos e/ou facções, e todos tentam se aproximar do líder. Identifique (e, em seguida, evite) os membros perigosos do grupo, observando se eles bajulam o líder, impõem as regras ou criam conflitos.
2. Controle sua própria natureza. Para manter sua individualidade em um grupo e não ser levado pela energia coletiva, experimente algumas das seguintes estratégias: afaste-se fisicamente do grupo quando se sentir sobrecarregado, identifique a origem de suas emoções e pratique considerar ideias que sejam opostas aos valores do grupo.
Lei nº 9: As pessoas são influenciadas pela geração a que pertencem
Todos pertencem a pelo menos um grupo: sua geração. Os valores geracionais são moldados pelos acontecimentos mundiais que ocorreram durante os anos de formação dessa geração e pelo inevitável conflito com outras gerações. Use esse conhecimento para:
1. Faça com que as pessoas gostem de você. Se você conseguir mostrar às pessoas da sua geração que personifica o espírito delas e compartilha seus valores, poderá conquistar apoio para suas ideias. Você pode se conectar com os membros da sua geração fazendo referências à infância, nunca criticando sua geração e usando seu conhecimento sobre o conflito entre gerações para prever o futuro. Por exemplo, o francês Georges Danton percebeu a insatisfação do público com a monarquia e previu (e ajudou a instigar) a revolução.
Lei nº 10: As pessoas têm sentimentos contraditórios, especialmente em relação às figuras de autoridade
A autoridade — orientação em direção a um propósito maior — é uma necessidade humana fundamental. No entanto, as pessoas confundem autoridade com liderança (ocupar uma posição de poder) e, muitas vezes, nutrem sentimentos ambivalentes em relação às figuras de autoridade. Use esse conhecimento para:
1. Lide com pessoas tóxicas. Antes de decidir seguir um líder, avalie a autoridade dele. Se ele conquistar seguidores usando a força ou não oferecer orientação a eles, evite-o. Se você não conseguir encontrar ninguém que queira seguir, torne-se sua própria autoridade desenvolvendo um propósito. Seu propósito geral é contribuir para a sociedade de alguma forma. Para descobrir qual é o seu propósito específico, identifique suas habilidades naturais e interesses e use-os para fazer algo de bom.
2. Faça com que as pessoas gostem de você. Se o seu objetivo é liderar um grupo, você pode conquistar autoridade colocando as necessidades do grupo acima das suas, liderando pelo exemplo, planejando a longo prazo e desenvolvendo empatia.
Exemplo da categoria “Melhor”: Lei nº 10
Elizabeth I utilizou seu conhecimento da Lei nº 10 (estabelecimento de autoridade) para conquistar a simpatia das pessoas. Por exemplo, ela se empenhou muito para conquistar o respeito de seus conselheiros: tornou-se especialista nas finanças da Inglaterra, trabalhava regularmente até depois da meia-noite e deixava claro que tinha em mente os melhores interesses do país e que seu objetivo era fazer a Inglaterra prosperar.
Categoria nº 4: A autossabotagem das pessoas
Todos nós temos algumas tendências de autossabotagem, que muitas vezes decorrem de traços que foram úteis no passado, mas que não se aplicam mais à vida moderna. Vamos aprender a lidar com essas tendências nas quatro leis a seguir:
Lei nº 11: As pessoas são irracionais
Por natureza, todos somos guiados pelas emoções, e não pela razão, pois os sentimentos costumavam ser um mecanismo de sobrevivência — quando sentíamos medo, precisávamos reagir instintivamente para permanecer vivos. Use esse conhecimento para:
1. Controle sua própria natureza. Para lidar com sua própria irracionalidade, você pode identificar o que desperta emoções intensas em você, estar ciente de que não está agindo da maneira mais lógica nesses momentos e dar tempo para que suas emoções passem antes de tomar decisões.
Lei nº 12: As pessoas têm dificuldade em pensar a longo prazo
Temos a tendência de nos preocupar mais com o presente do que com o futuro, pois nosso cérebro evoluiu para detectar perigos imediatos, e não aqueles distantes. Use esse conhecimento para:
1. Controle sua própria natureza. Para evitar a falta de visão de longo prazo, quando se deparar com um problema ou uma decisão, analise-o da forma mais lógica possível. Tente se distanciar de suas emoções, analise a situação sob todos os ângulos e considere as consequências de cada resultado.
Lei nº 13: As pessoas agem de forma compulsiva de acordo com seu caráter
Nosso caráter está no cerne do nosso ser e determina nossas ações, mesmo quando não temos consciência disso. Embora possamos moldar nosso caráter, não podemos mudá-lo, e é por isso que tendemos a cometer os mesmos erros repetidamente. Use esse conhecimento para:
1. Lide com pessoas tóxicas. Algumas pessoas têm um caráter fraco e, por mais qualidades positivas que possam ter, seu caráter acaba prevalecendo. Isso ocorre porque pessoas com caráter fraco não aceitam críticas e, por isso, não conseguem aprender nem mudar. Identifique (e evite) pessoas de caráter fraco observando como elas agem em momentos de estresse e diante de pequenos inconvenientes. Além disso, observe como elas tratam seus amigos e familiares. Se alguma vez agirem de forma negativa, você pode ter certeza de que farão isso novamente.
2. Controle sua própria natureza. Você não pode mudar seu caráter, mas pode moldá-lo . Utilize algumas das seguintes estratégias: passe tempo com pessoas de caráter forte, crie novos hábitos e tome consciência de seus padrões de comportamento negativos para que, quando começar a cair em um deles, consiga se perceber e sair dessa situação.
Lei nº 14: As pessoas têm atitudes
Cada pessoa vê uma versão ligeiramente diferente do mundo, filtrada por sua percepção ou atitude. Nossos estados de espírito variam, mas, em geral, todos nós temos uma emoção predominante pela qual filtramos o mundo. Isso se deve à sensibilidade inerente e inconsciente do nosso cérebro a determinados estímulos. Por exemplo, se nossa atitude geral for de tristeza, quando vemos coisas tristes, nosso cérebro responde intensamente, e a intensidade dessa resposta nos faz prestar atenção e sentir tristeza. Use esse conhecimento para:
1. Lide com pessoas tóxicas. Quando encontrar pessoas cuja emoção predominante seja hostilidade, evasão ou ressentimento, evite-as. Quando encontrar pessoas com atitudes tristes, não tente mudar a atitude delas, mas convide-as a fazer algo com você, o que vai aumentar a energia delas. Quando encontrar pessoas ansiosas, transmita sinais não verbais tranquilizadores, como ficar imóvel e não se mexer sem parar.
2. Controle sua própria natureza. Se perceber hostilidade em si mesmo, tente supor o melhor de todos. Se perceber evasão, tente assumir um projeto pequeno e viável. Se perceber ressentimento, não o reprima. Se perceber depressão, faça uma pausa ou trabalhe em um projeto para aumentar sua energia. Se perceber ansiedade, coloque-se em situações das quais tem medo para comprovar a si mesmo que as coisas não são tão ruins quanto você imaginava.
Melhor exemplo da categoria: Lei nº 11
Péricles estava ciente de que a Lei nº 11 tornava a ele e a todos os demais atenienses irracionais, por isso tomou medidas para amenizar essa situação. Por exemplo, quando Esparta apresentou um ultimato a Atenas — caso Atenas não concordasse com os novos termos de paz, Esparta atacaria —, Péricles avaliou a situação de forma racional. Se Atenas cedesse, Esparta continuaria exigindo cada vez mais. Mas se Atenas tentasse lutar, perderia, pois Esparta era mais poderosa. A solução de Péricles foi ignorar o ultimato, mas tornar o ataque tão inconveniente para Esparta que ela simplesmente desistisse. Péricles e os demais cidadãos atenienses se refugiaram dentro das muralhas da cidade quando os espartanos chegaram, em vez de enfrentá-los. Enquanto isso, a marinha ateniense atacava as cidades costeiras espartanas e mantinha Atenas abastecida. O exército espartano, acampado nos arredores de Atenas, ficaria frustrado e, por fim, iria à falência.
Categoria nº 5: As pessoas querem as coisas erradas
Por natureza, as pessoas são incapazes de se contentar com sua situação atual. É o desejo que nos motiva, e não a posse. Vamos aprender a lidar com isso nas próximas duas leis:
Lei nº 15: As pessoas querem o que não têm
Assim que conseguimos algo que queremos, já queremos outra coisa — um fenômeno conhecido como a síndrome de “a grama do vizinho é sempre mais verde”. E, embora conseguir o que queremos nunca seja satisfatório, continuamos buscando nosso próximo desejo, na esperança de que esse nos traga felicidade. Use esse conhecimento para:
1. Faça com que as pessoas gostem de você. Se você conseguir manter a si mesmo ou ao seu trabalho um pouco fora do alcance, as pessoas se sentirão atraídas por você justamente porque não podem tê-lo. Faça isso mantendo-se estrategicamente ausente ou associando-se a algo transgressivo (as pessoas desejam especialmente o que é proibido, justamente porque não podem tê-lo).
2. Controle sua própria natureza. Para evitar ficar preso a uma busca sem fim: reflita sobre o que você sinceramente deseja e gosta, use seus sentimentos de anseio para se motivar e canalize essa energia para almejar versões mais profundas do que você já possui. Por exemplo, desperte o desejo de conhecer melhor as pessoas que já fazem parte da sua vida.
Lei nº 16: As pessoas querem evitar pensar na morte
Estar ciente da morte nos deixa tristes, por isso tentamos não pensar nela. No entanto, quando evitamos pensar na morte ou nos tornamos insensíveis a ela, nossa ansiedade em relação a ela se intensifica; e , para evitar essa ansiedade, tentamos tornar nossa vida mais controlável fazendo menos coisas, entorpecendo nossa psique com algum vício, evitando coisas novas para não falharmos nelas e evitando passar tempo com pessoas porque elas são imprevisíveis. Todas essas reações, na verdade, tornam nossa vida mais parecida com a morte — isolada e imutável. Use esse conhecimento para:
1. Controle sua própria natureza. Você se sentirá mais vivo se pensar na morte, e pode fazer isso tornando a morte mais concreta (por exemplo, imagine sua própria morte), reconhecendo que o tempo é limitado e abraçando o sublime (por exemplo, contemple a imensidão do universo).
Exemplo da categoria “Melhor”: Lei nº 15
Coco Chanel utilizou a Lei nº 15 para tornar seus produtos indescritíveis e, portanto, desejáveis. Por exemplo, ela criou uma aura de mistério em torno de um de seus perfumes, fazendo com que ele tivesse o aroma de um buquê, em vez de uma única flor, para que ninguém pudesse identificar exatamente qual era o seu aroma. Ela borrifava o perfume em sua loja, mas fingia não saber o que era quando os clientes perguntavam. Ela também colocava frascos sem rótulo nas bolsas de suas clientes mais importantes.
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Aqui está uma prévia do restante do resumo em PDF do livro “As Leis da Natureza Humana”, da Shortform: