Resumo do PDF:Determinação, por

Resumo do livro: Aprenda os pontos principais em poucos minutos.

Veja abaixo uma prévia do resumo do livro *Grit*, de Angela Duckworth, publicado pela Shortform. Leia o resumo completo na Shortform.

Resumo de uma página em PDF do livro “Grit”

Muitos líderes e empresários de sucesso são elogiados como “grandes gênios”, mas a psicóloga Angela Duckworth argumenta que o talento e a inteligência são menos importantes para o sucesso do que a determinação: o traço de personalidade por trás da perseverança, do trabalho árduo e do estabelecimento de metas. Em Grit, ela explora o que é determinação, de onde ela vem, como ela leva ao sucesso e como você pode desenvolvê-la.

Duckworth está principalmente interessada em como criar crianças determinadas, e suas ideias têm inspirado pais e educadores em todo o mundo desde a publicação do livro, em 2016. No entanto, ela acredita que os adultos também podem desenvolver determinação e apresenta maneiras específicas e mensuráveis de fazer isso.

Seu trabalho alimentou debates sobre o que é mais importante: talento ou esforço. Neste guia, examinamos essas controvérsias e consideramos as percepções de outros psicólogos que apoiam as ideias de Duckworth ou revelam suas nuances.

(continuação)...

  • É voltado para o serviço, com o objetivo de ajudar os outros.

As quatro fases da perseverança

Duckworth identifica e explora quatro recursos psicológicos que levam à determinação, e ela os considera como quatro estágios:

  • Interesse
  • Prática
  • Objetivo
  • Esperança

Duckworth argumenta que essas etapas se complementam. O interesse é a primeira etapa — sem interesse por uma habilidade ou assunto, a pessoa não iniciará o caminho para o domínio. A prática é a etapa seguinte — a prática assume o controle quando o interesse evolui de uma exploração lúdica para algo mais deliberado. O propósito vem em seguida, depois que a pessoa alcança um certo nível de domínio e pode começar a olhar para fora para descobrir como sua habilidade pode beneficiar os outros. A esperança, argumenta Duckworth, não é uma etapa final e separada, mas sim uma etapa que acompanha as outras três durante todo o percurso, pois alimenta as outras etapas com um sentimento de otimismo e empoderamento.

Elementos adicionais da determinação

Outros psicólogos que estudam a determinação têm sugerido outros recursos psicológicos que compõem uma mentalidade determinada. Alguns observaram que uma atitude determinada requer coragem— a capacidade de superar o medo. Outros acrescentam a ambição à lista, observando que, nesse contexto, ambição não significa um desejo de superioridade, mas sim um desejo de excelência. Muitos psicólogos mencionam a resiliência— a capacidade de se recuperar dos fracassos.

Duckworth não aborda esses aspectos como elementos distintos da determinação, mas podemos ver como eles se relacionam com alguns dos elementos que ela define. Por exemplo, coragem, ambição e o desejo de excelência podem ser frutos de um senso de propósito. O desejo de excelência também pode impulsionar a motivação para praticar e, por sua vez, ser impulsionado pelo interesse. A resiliência está implícita no conceito de esperança de Duckworth.

De modo geral, a teoria de Duckworth apresenta uma compreensão básica de como a perseverança se desenvolve e serve como ponto de partida — um quadro de referência — para identificar outras qualidades que também levam uma pessoa a dominar uma habilidade.

Fase 1: Interesse

Duckworth afirma que a determinação começa com o interesse, pois este é a semente da paixão— um interesse bem desenvolvido leva a um compromisso duradouro com um objetivo. Da mesma forma, Duckworth observa que as pessoas determinadas amam o que fazem e ficam radiantes ao fazê-lo. Elas se dedicam a projetos não porque são forçadas a isso ou porque se sentem obrigadas, mas porque querem.

(Nota resumida: Por esse motivo, alguns psicólogos defendem que as escolas que tentam ensinar a determinação se concentram demais na parte da persistência e deveriam, em vez disso, se concentrar em estimular o interesse, já que o interesse é a base da perseverança ao longo do tempo. Eles argumentam que o sucesso depende menos de uma mera atitude de persistência e é mais influenciado pela motivação intrínseca da pessoa — alimentada pelo interesse — e que é justamente essa motivação intrínseca que gera a atitude de persistência.)

Duckworth observa que a maioria das pessoas não descobre interesses significativos logo no início da vida, e não é como se simplesmente encontrassem algo, se apaixonassem pela ideia e passassem a ter um rumo definido a partir daí. Em vez disso, as pessoas descobrem seus interesses experimentando diferentes áreas e atividades, escolhendo uma para se dedicar e, então, envolvendo-se cada vez mais com ela.

(Nota resumida: Em seu livro A Década Decisiva, a psicóloga Meg Jay afirma que a experimentação ativa faz parte de uma crise de identidadeprodutiva — um processo de descobrir quem você é e o que deve fazer da sua vida. Ela observa que a maioria das pessoas vê as crises de identidade como períodos de reflexão intensa e, embora reconheça que a reflexão é uma parte essencial de uma crise de identidade, ela argumenta que a parte verdadeiramente útil não é o mero pensamento, mas a ação ativa. É somente através da ação, diz ela, que você pode realmente descobrir do que gosta e por que tipo de vida se sente atraído.)

Etapa 2: Prática

Duckworth observa que, embora o trabalho árduo seja crucial para o sucesso, ele não o garante. O tipo de trabalho árduo é essencial. Às vezes, uma pessoa pode dedicar inúmeras horas a uma atividade, mas nunca ir além de um domínio mediano da mesma. Ela argumenta que esse tipo de estagnação no desenvolvimento pode ocorrer se a pessoa não se dedicar à prática deliberada: uma forma estruturada, proposital e disciplinada de direcionar seus esforços para que produzam resultados reais.

Ela afirma que a chave para a prática deliberada não é apenas repetir as mesmas ações, mas sim esforçar-se para melhorar a cada vez que as realiza. Segundo ela, essa é a marca registrada das pessoas bem-sucedidas: o desejo de aprimorar os conhecimentos e habilidades que já possuem.

(Nota resumida: Duckworth atribui ao psicólogo Anders Ericsson o desenvolvimento da teoria da prática deliberada. A teoria tem suscitado muito debate, já que Ericsson acredita enfaticamente que a prática deliberada é responsável pela grande maioria do sucesso de uma pessoa, enquanto o talento natural desempenha apenas um papel secundário. Os críticos observam que há muitas exceções a essa regra, nas quais uma pessoa alcança o domínio de uma habilidade muito mais cedo do que outras que se esforçam mais. Ericsson responde que, nesses casos, as pessoas que se esforçam mais podem não ter empregado o tipo correto de esforço — especificamente, a prática deliberada. O debate sobre o quanto o talento conta a favor ou contra o esforço continua.)

Como praticar de forma consciente

Para praticar adequadamente a prática deliberada, Duckworth recomenda o seguinte processo:

  • Estabeleça uma meta ambiciosa: concentre-se em um aspecto específico e restrito da sua meta geral que você deseja melhorar. (Nota da Shortform: pesquisadores destacam na Harvard Business Review que metas ambiciosas são motivadoras — quando se trata de trabalho em equipe, as pessoas consideram as metas desafiadoras mais atraentes e as percebem como mais alcançáveis do que metas menos ambiciosas.)
  • Dedique toda a sua atenção a esse objetivo: concentre-se e foque em alcançá-lo. Pratique sozinho, sem a ajuda de outras pessoas. (Nota resumida: Cal Newport recomenda reservar um tempo regular e ininterrupto para realizar um trabalho de concentração intensa, que ele chama de “Deep Work”. Em seguida, você deve usar esse tempo de forma produtiva, avaliando seu progresso e se responsabilizando por ele.)
  • Peça feedback: peça conselhos ou peça a alguém para avaliar seu desempenho. Esteja mais interessado no que você fez de errado do que no que fez de certo.
  • Reflita sobre esse feedback: pergunte a si mesmo o que ele está lhe dizendo — o que você está fazendo certo? O que você está fazendo errado?
  • Continue dedicando toda a sua atenção à sua meta ambiciosa até alcançá-la.
  • Estabeleça uma nova meta ambiciosa.

(Nota resumida: Muitos psicólogos destacam a importância do feedback nesse processo. Em Obrigado pelo Feedback, Douglas Stone e Sheila Heen argumentam que as pessoas só podem alcançar o sucesso aceitando e incorporando as críticas e orientações de outras pessoas. Eles observam que o feedback pode ser difícil de ouvir, e todos nós temos gatilhos emocionais que nos levam a ignorar o feedback de que não gostamos, mas, ao nos tornarmos conscientes desses gatilhos (que geralmente giram em torno da veracidade percebida do feedback, do relacionamento que temos com quem o dá ou de como o feedback reflete em nossa identidade), podemos impedir que nossas emoções bloqueiem conselhos úteis.)

Etapa 3: Objetivo

A próxima dimensão da determinação que Duckworth analisa é o propósito, que ela define como o desejo de aumentar o bem-estar dos outros. Juntamente com o interesse, o propósito é essencial para a paixão, pois permite que os interesses se mantenham ao longo do tempo. A paixão pode começar com o interesse, mas é o propósito que a mantém viva.

O propósito corresponde às “metas de alto nível” que Duckworth aborda em sua análise anterior sobre a paixão. Essas são as metas mais elevadas, para as quais não é possível responder à pergunta “Por quê?”. O que torna essas metas de alto nível especiais — o que as transforma em um propósito — é o fato de que elas têm um foco que vai além do interesse próprio. Quando Duckworth questiona uma pessoa determinada sobre suas metas de alto nível, ela inevitavelmente menciona outras pessoas, seja de forma específica (como seus filhos ou clientes) ou por meio de um conceito abstrato (como a sociedade, o país ou a ciência).

(Nota resumida: Ter um propósito é importante não só para o sucesso profissional, mas também para a felicidade pessoal. Em seu livro As 12 Regras para a Vida, Jordan Peterson sugere que, se você está chateado porque deseja algo que não pode ter, pergunte a si mesmo por que deseja essa coisa e por que se sente assim, e continue perguntando até chegar ao desejo fundamental que está motivando seu descontentamento. Quando você tiver identificado conscientemente o seu “porquê” mais elevado, o seu propósito, poderá alinhar seus pensamentos e comportamentos com ele e será capaz de encontrar a felicidade.)

Fase 4: Esperança

A quarta etapa da determinação identificada por Duckworth é a esperança. Duckworth define esperança como a crença de que você tem o poder de melhorar as coisas.

Duckworth observa que esse é um tipo de esperança diferente daquela que diz “amanhã será melhor”. Esperar por um amanhã melhor é esperar pela sorte. Esse tipo de esperança não sustenta a determinação, pois depende de fatores externos.

Em contrapartida, a esperança que sustenta a determinação é um otimismo de que você mesmo pode tornar o amanhã melhor. Essa esperança — uma crença duradoura de que você pode, eventualmente, alcançar seus objetivos — sustenta a paixão por longos períodos de tempo.

(Nota resumida: Muitos psicólogos têm destacado a importância da esperança para sustentar o progresso rumo aos objetivos, pois ela pode impulsionar você a superar o feedback negativo que um revés traz. Quando um revés sinaliza para você parar, indicando o que não está funcionando, a esperança pode ser o que o encoraja a seguir em frente, prometendo o que pode dar certo. Os psicólogos enfatizam que a esperança não é uma negação da realidade — não se trata de ignorar ou descartar os desafios, mas sim de aceitar o trabalho árduo necessário para superar esses desafios e acreditar que esse esforço valerá a pena.)

Como educar os filhos para terem determinação

Duckworth defende que o melhor método de educação para estimular a perseverança nas crianças combina orientação disciplinada com apoio emocional. Ela chama isso de “paternidade sensata ”. Não é nem excessivamente rígida nem permissiva. Faz com que as crianças sintam que, mesmo quando os pais são exigentes, têm em mente o melhor para elas. As crianças criadas por pais sensatos apresentam menos problemas sociais e emocionais na vida adulta e levam estilos de vida mais saudáveis (com menos consumo de drogas ou álcool).

(Nota resumida: Um líder de uma organização também pode exercer sua função de “orientador” com sabedoria. Quando os líderes transmitem aos membros de sua equipe que acreditam em suas capacidades, têm grandes expectativas e desejam ajudá-los a melhorar, esses membros acabam ficando mais motivados e comprometidos com a organização.)

As atividades extracurriculares estimulam a perseverança

Duckworth cita vários estudos que mostram que as crianças que participam de atividades extracurriculares apresentam melhores resultados em quase todos os aspectos: notas, autoestima, comportamento e assim por diante. Além disso, esses benefícios perduram por muitos anos — o compromisso com uma atividade extracurricular tem uma correlação positiva com a taxa de conclusão do ensino médio, o emprego e o salário.

Duckworth defende que as atividades extracurriculares estão fortemente correlacionadas com taxas de sucesso positivas mais tarde na vida, pois oferecem às crianças uma maneira de praticar a perseverança. E, como acontece com qualquer habilidade, quanto mais as crianças praticam, mais a perseverança se consolida. Isso explica sua observação de que os benefícios de longo prazo das atividades extracurriculares só existem entre as crianças que se comprometem com elas por mais de um ano e estão mais fortemente correlacionados com aquelas que também alcançam algum tipo de avanço mensurável na atividade (por exemplo, aquelas que entram no time da escola ou são nomeadas editoras do jornal escolar). As crianças que permanecem nas atividades extracurriculares por vários anos estão simplesmente obtendo mais prática dedicada de perseverança.

Atividades extracurriculares de História

A admiração de Duckworth pelas atividades extracurriculares faz parte de uma longa tradição cultural — tanto pais quanto professores há muito tempo reconhecem o potencial de formação do caráter que a participação em esportes e clubes oferece. Os psicólogos começaram a examinar seriamente esses efeitos na década de 1930, apresentando três razões para explicar a correlação entre a participação em atividades extracurriculares e notas mais altas:

  • Por meio de jogos organizados, os alunos aprendem a seguir instruções — a ouvi-las e a aplicá-las para alcançar o resultado desejado.

  • Os alunos aprendem a estabelecer metas e a resolver problemas.

  • Os alunos aprendem a importância tanto da motivação quanto da persistência.

Esse último ponto, em particular, corresponde à observação de Duckworth de que as crianças que participam de atividades extracurriculares demonstram interesse e enfrentam desafios— termos que refletem motivação e persistência.

Medindo a determinação: o teste de determinação

Como se mede a determinação? Duckworth quantifica a determinação por meio de uma autoavaliação que ela mesma desenvolveu. Você pode fazer o teste e ver o quanto de determinação possui.

(Nota breve: O livro aborda apenas 10 itens, mas o questionário que incluímos abaixo é uma adaptação da Escala de Grit original, composta por 12 itens, do estudo marcante de Duckworth de 2007. Você pode encontrar esse teste, bem como uma versão mais curta com oito perguntas, no site dela.)

Para cada afirmação, responda:

  • Nada parecido comigo
  • Não muito parecido comigo
  • Um pouco como eu
  • Principalmente como eu
  • Muito parecido comigo

As 12 declarações:

  1. Alcancei um objetivo que levou anos de trabalho.
  2. Superei contratempos para vencer um desafio importante.
  3. Eu termino tudo o que começo.
  4. Os contratempos não me desanimam.
  5. Sou uma pessoa muito trabalhadora.
  6. Sou diligente.
  7. Costumo definir uma meta, mas depois decido perseguir outra.
  8. Novas ideias e projetos às vezes me distraem dos anteriores.
  9. A cada poucos meses, eu me interesso por novas atividades.
  10. Meus interesses mudam de ano para ano.
  11. Fiquei obcecado por uma certa ideia ou projeto por um curto período, mas depois perdi o interesse.
  12. Tenho dificuldade em manter o foco em projetos que levam mais do que alguns meses para serem concluídos.

Para as seis primeiras perguntas, atribua uma pontuação às suas respostas da seguinte forma:

  • Nada parecido comigo = 1
  • Não se parece muito comigo = 2
  • Um pouco como eu = 3
  • Mais ou menos como eu = 4
  • Muito parecido comigo = 5

Para as próximas seis perguntas, pontue suas respostas da seguinte forma:

  • Nada parecido comigo = 5
  • Não se parece muito comigo = 4
  • Um pouco como eu = 3
  • Mais ou menos como eu = 2
  • Muito parecido comigo = 1

Agora some sua pontuação — o total possível é 60. Em seguida, divida esse valor por 10. Quanto maior for sua pontuação, mais determinação você tem.

Aqui estão os percentis aproximados de perseverança na população:

  • O 10º percentil, ou seja, bem abaixo da média, tem uma pontuação de perseverança de 3,0.
  • O 50º percentil, ou média, tem uma pontuação de perseverança de 4,6.
  • O 80º percentil, ou acima da média, tem uma pontuação de perseverança de 5,2
  • O 99º percentil, ou seja, o grupo de ponta, tem uma pontuação de perseverança de 5,9

Duckworth desenvolveu este teste para avaliar tanto a perseverança quanto a paixão. As seis primeiras perguntas tratam da perseverança — sua capacidade de persistir diante dos obstáculos. As perguntas seguintes tratam da paixão — o quanto você mantém seus interesses de forma consistente ao longo do tempo.

Duckworth observa que muitas pessoas obtêm pontuação mais alta em perseverança do que em paixão. Parece ser mais fácil para a maioria das pessoas trabalhar duro do que manter um foco constante. É fácil se deixar levar por uma ideia nova. É difícil manter essa paixão por um período prolongado sem desistir.

Críticas ao Teste de Grit de Duckworth

Vários psicólogos criticaram o teste de Duckworth. Uma das críticas aponta que a forma como ela formula as perguntas influencia as respostas— para obter uma pontuação alta, o entrevistado precisa responder afirmativamente às perguntas sobre perseverança, mas negativamente às perguntas sobre paixão. Por exemplo, para “Sou diligente”, ele teria que responder “Muito parecido comigo”, mas para “Meus interesses mudam de ano para ano”, teria que responder “Nada parecido comigo”. Estudos que ajustaram as perguntas de modo que todas exigissem uma resposta afirmativa para a pontuação alta apresentaram resultados muito diferentes, sugerindo que os dados de Duckworth se baseavam em uma metodologia falha que, na verdade, não capturava com precisão a mentalidade de seus participantes.

Outra crítica argumenta que, embora Duckworth tenha se proposto a medir tanto a perseverança quanto a paixão, na verdade ela mede apenas a perseverança. A própria Duckworth expressou seu pesar por não ter incluído perguntas que examinassem melhor os objetivos de longo prazo das pessoas e reconheceu que o teste apresenta uma correlação mais forte com traços de conscienciosidade do que com a paixão.

Uma terceira linha de crítica se opõe à inclusão de perguntas centradas na paixão. Esse argumento alega que pesquisas posteriores revelaram uma forte correlação entre perseverança e sucesso, mas nenhuma correlação desse tipo entre paixão e sucesso. Na verdade, alguns estudos sugerem que um foco obstinado em um objetivo imutável está associado a taxas mais baixas de sucesso, possivelmente porque as pessoas com essa mentalidade têm dificuldade em reconhecer quando é hora de mudar de rumo.

Os críticos dessa corrente observam que, desde que a pessoa não mude constantemente de ideia, não parece haver vantagem em manter um objetivo indefinidamente. E vale lembrar que a própria Duckworth mudou de carreira duas vezes — ela começou na consultoria de gestão, depois passou a lecionar matemática no ensino médio e, por fim, seguiu para a psicologia.

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Aqui está uma prévia do restante do resumo em PDF do livro *Grit*, da Shortform:

Leia o resumo completo em PDF

Resumo em PDF Introdução resumida

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A publicação do livro

O livro *Grit* foi publicado pela Simon & Schuster em 2016. Trata-se de uma continuação das teorias que Duckworth havia desenvolvido inicialmente em 2007, quando publicou um estudo explorando a importância da perseverança. O livro aproveitou a popularidade que ela conquistou após sua palestra no TED em 2013, que foi assistida mais de 8 milhões de vezes antes do lançamento do livro (e, desde então, acumulou quatro vezes esse número de visualizações, somando o site do TED e o vídeo no YouTube).

O livro ficou vários meses na lista dos mais vendidos do New York Times...

Resumo em PDF Parte 1.1: Introdução à perseverança

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A determinação é diferente da conscienciosidade?

Os críticos do livro de Duckworth argumentam que a determinação não é um conceito novo, mas sim uma exploração aprofundada da conscienciosidade, um traço de personalidade conhecido e amplamente reconhecido há muito tempo. A conscienciosidade é um dos cinco grandes traços de personalidade utilizados pelos psicólogos para prever como uma pessoa reagirá à vida e às adversidades. (Os outros quatro traços são a abertura, a extroversão, a amabilidade e o neuroticismo.)

A conscienciosidade descreve a tendência a ser responsável, organizado, persistente, orientado para objetivos e autocontrolado. Duckworth argumentou que a determinação difere da conscienciosidade na medida em que também incorpora a paixãoa adesão a objetivos de alto nível e de longo prazo— em vez de apenas um compromisso de curto prazo com os objetivos. Assim, ela descreve a determinação não apenas como resiliência — a capacidade de se recuperar de contratempos —, mas também como lealdade aos objetivos ao longo de...

Resumo em PDF Parte 1.2: A perseverança se baseia na paixão

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A resposta física do seu corpo à falta de consistência

Em O Código do Talento, Daniel Coyle explora algumas das razões fisiológicas por trás da importância da prática repetida e consistente. Ele explica que o desenvolvimento de habilidades depende do crescimento da mielina, o revestimento que isola nossos circuitos neurais. Quando realizamos uma ação repetidamente, a mielina aumenta, fortalecendo a conexão neural. Mas quando deixamos a prática de lado, a mielina diminui, prejudicando a conexão.

Portanto, a falta de um esforço constante não apenas interrompe nosso progresso, mas também nos faz retroceder — fazendo com que percamos habilidades que já havíamos dominado. Isso vale para tudo, desde aprender a tocar piano até fazer ligações de vendas.

Assim, Coyle argumenta que as habilidades mentais respondem ao treino da mesma forma que as habilidades físicas. Se uma atleta parar de treinar, perderá massa muscular nas pernas e nos braços, tornando fisicamente mais difícil para ela dominar sua habilidade. Coyle afirma que o cérebro também responde fisicamente à falta de treino, à medida que a mielina se atrofia e torna mais difícil para...

O que dizem os nossos leitores

Este é o melhor resumo do livro *Grit* que já li. Aprendi todos os pontos principais em apenas 20 minutos.

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Resumo em PDF Parte 1.3: A determinação é moldável

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O debate é importante, pois aqueles que acreditam que a perseverança é algo que pode ser mudado têm incentivado escolas em todo o mundo a elaborar currículos para ensiná-la e até mesmo testes para avaliá-la. Isso corrobora a tese de Duckworth de que a perseverança pode ser desenvolvida de forma proposital e sugere que o mecanismo para tal pode consistir em moldar a visão que as pessoas têm da vida e do esforço.

As características genéticas podem mudar

Duckworth destaca que mesmo características que normalmente se considera serem inteiramente determinadas pela genética, como a altura ou a inteligência, demonstraram ser, em certa medida, influenciadas por fatores ambientais.

  • A altura média dos homens aumentou de 1,65 m em 1850 para 1,78 m atualmente.
  • O QI médio aumentou consideravelmente: quando comparado com os padrões atuais, as pessoas que viveram há 100 anos tinham um QI médio de 70, enquanto que, quando comparado com os padrões da época, o QI médio hoje é de cerca de 130.

A genética humana não muda rapidamente; portanto, quando uma característica como a inteligência ou a altura muda rapidamente em uma população ao longo do tempo, as causas mais prováveis são ambientais — pois...

Resumo em PDF Parte 1.4: Medindo a determinação: O Teste de Determinação

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  • O 10º percentil, ou seja, bem abaixo da média, tem uma pontuação de perseverança de 3,0.
  • O 50º percentil, ou média, tem uma pontuação de perseverança de 4,6.
  • O 80º percentil, ou acima da média, tem uma pontuação de perseverança de 5,2
  • O 99º percentil, ou seja, o grupo de ponta, tem uma pontuação de perseverança de 5,9

Duckworth desenvolveu este teste para avaliar tanto a perseverança quanto a paixão. As seis primeiras perguntas tratam da perseverança — sua capacidade de persistir diante dos obstáculos. As perguntas seguintes tratam da paixão — o quanto você mantém seus interesses de forma consistente ao longo do tempo.

Duckworth observa que muitas pessoas obtêm pontuação mais alta em perseverança do que em paixão. Parece ser mais fácil para a maioria das pessoas trabalhar duro do que manter um foco constante. É fácil se deixar levar por uma ideia nova. É difícil manter essa paixão por um período prolongado sem desistir.

Críticas ao Teste de Grit de Duckworth

Vários psicólogos criticaram o teste de Duckworth. Uma das críticas aponta que a forma como ela formula as perguntas influencia as respostas— para obter uma pontuação alta, o entrevistado precisa responder afirmativamente às perguntas sobre perseverança, mas...

Resumo em PDF Parte 2.1: As quatro fases da perseverança

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Em suma, as quatro fases descritas por Duckworth oferecem uma compreensão básica de como a perseverança se desenvolve e servem como ponto de partida — um quadro de referência — para identificar outras qualidades que também levam uma pessoa a dominar uma habilidade.

Fase 1: Interesse

Duckworth afirma que a determinação começa com o interesse, pois este é a semente da paixão— um interesse bem desenvolvido leva a um compromisso duradouro com um objetivo. Da mesma forma, Duckworth observa que as pessoas determinadas amam o que fazem e ficam radiantes ao fazê-lo. Elas se dedicam a projetos não porque são forçadas a isso ou porque se sentem obrigadas, mas porque querem.

Por que os juros são importantes?

Duckworth argumenta que o interesse é fundamental para o sucesso por duas razões:

  1. Você ficará muito mais satisfeito com seu trabalho se tiver interesse nele, o que significa que permanecerá nele por mais tempo.
  2. Você desempenhará melhor seu trabalho se tiver interesse nele, o que levará a melhores resultados. Os funcionários que gostam do que fazem ganham mais e chegam mais longe. Os alunos que gostam dos estudos tiram notas melhores.

Basicamente, **as pessoas que não têm um interesse genuíno por uma atividade não se esforçam tanto nem alcançam tantos resultados quanto aquelas que...

Resumo em PDF Parte 2.2: Etapa 2: Prática

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Os críticos observam que, em níveis mais baixos de desempenho, a prática pode ser mais importante porque, entre pessoas com inteligência e talento igualmente médios, a prática pode ser o fator que as coloca à frente de seus concorrentes. No entanto, nos níveis mais altos de desempenho, habilidades inatas como inteligência ou talento natural fazem a verdadeira diferença entre os grandes profissionais e os melhores profissionais, pois, a partir de um certo nível de desempenho, todos praticam na mesma medida — muito.

O debate nos remete à nossa discussão anterior, na qual Duckworth observa que o esforço vale o dobro do talento, o que significa que, diante de talentos iguais, a pessoa mais trabalhadora irá mais longe. No entanto, está implícita nessa análise a sugestão de que, diante de esforços iguais, a pessoa mais talentosa irá mais longe. O problema parece estar em identificar até que ponto o talento pode compensar o esforço, e vice-versa.

Como praticar de forma consciente

Para praticar adequadamente a prática deliberada, Duckworth recomenda o seguinte processo:

  • Estabeleça uma meta ambiciosa: concentre-se em um aspecto específico e restrito da sua meta geral que você deseja melhorar....

Resumo em PDF Parte 2.3: Etapa 3: Objetivo

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Alinhando suas ações e emoções com seu propósito

Ter um propósito é importante não apenas para o sucesso profissional, mas também para a realização pessoal e a felicidade. Alguns especialistas aconselham que, se você estiver enfrentando dificuldades ou conflitos na vida, pode resolvê-los analisando-os cuidadosamente para identificar onde suas ações e desejos estão em desacordo com seu propósito final.

Por exemplo, em seu livro As 12 Regras para a Vida, Jordan Peterson sugere que, se você está chateado porque quer algo que não pode ter, pergunte a si mesmo por que quer essa coisa e por que se sente assim, e continue perguntando até chegar ao desejo fundamental que está motivando seu descontentamento.

Por exemplo, se você quer o cargo do seu chefe, pergunte-se por quê. Você pode chegar a várias respostas, cada uma delas com um motivo específico por trás:

  • Você quer mais dinheiro. Por quê?

    • Porque você quer sustentar sua família.

    • Porque o dinheiro faz com que você se sinta valorizado e reconhecido.

  • Você quer um cargo mais alto. Por quê?

    • Porque um cargo mais alto confere mais prestígio.

    • Porque um cargo mais alto permite que você tenha mais influência nas decisões, o que...

Por que os resumos curtos são os melhores?

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3 diferentes níveis de detalhe

Você deseja diferentes níveis de detalhes em momentos diferentes. É por isso que cada livro é resumido em três tamanhos:

1) Parágrafo para entender o essencial
2) Resumo de uma página, para entender os principais pontos
3) Resumo e análise completos e abrangentes, contendo todos os pontos e exemplos úteis

Resumo em PDF Parte 2.4: Etapa 4: Esperança

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A impotência aprendida leva a um desempenho inferior

Em O Desafio da Liderança, Kouzes e Posner exploram como esse tipo de impotência aprendida pode afetar os funcionários de uma organização. Eles argumentam que mensagens de controle ou de falta de controle podem afetar a confiança de uma pessoa, o que, por sua vez, afeta seu desempenho — as pessoas têm mais confiança, bem como melhor desempenho, quando acreditam que suas opiniões influenciarão a forma como outras pessoas tomam decisões.

Estudos comprovam isso ao comparar o comportamento de pessoas a quem foi dito que seus colegas ouviriam suas opiniões com o de pessoas a quem foi dito que eram bem-vindas a expressar suas opiniões, mas que estas não influenciariam o processo de tomada de decisão — o primeiro grupo se empenhou mais e assumiu mais papéis de liderança, enquanto o outro grupo ficou desmotivado.

O otimismo estimula a motivação

Duckworth sugere que o oposto da impotência aprendida é o otimismo aprendido. Ela explica que os otimistas tendem a atribuir seu sofrimento a causas temporárias e específicas, enquanto os pessimistas culpam causas permanentes e amplas. Essas diferentes interpretações...

Resumo em PDF Parte 3.1: Como estimular a perseverança nos outros

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Termos em evolução

Duckworth renomeia “autoritário” como “sábio” para não confundir com “autoritário”, mas os psicólogos geralmente usam o termo “autoritário” ao descrever esse estilo parental. Os outros três termos que Duckworth utiliza — autoritário, permissivo e negligente — são os que se encontram em uso comum entre os psicólogos atualmente.

Duckworth não foi a criadora da teoria das quatro categorias. Elas foram desenvolvidas pela primeira vez na década de 1960 por Diana Baumrind, pesquisadora da Universidade da Califórnia, que inicialmente as resumiu em apenas três categorias, e não quatro: autoritativa, autoritária e permissiva. Posteriormente, psicólogos (juntamente com a própria Baumrind) passaram a considerar a categoria permissiva como, na verdade, duas categorias distintas: permissiva-indulgente e permissiva-indiferente (hoje mais conhecida como “negligente” ou “desinteressada”).

Hoje em dia, os psicólogos avaliam os estilos parentais com base na classificação dos pais em quatro critérios:

  • A maturidade exige

  • Controle do comportamento da criança

  • Calor humano e carinho

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Resumo em PDF Parte 3.2: Atividades extracurriculares e perseverança

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Outros pesquisadores que analisaram essa questão concluíram que o indicador mais forte de sucesso é a média geral (GPA), e não as notas do SAT ou de outros exames padronizados. De forma consistente, em escolas de ensino médio de diversas áreas geográficas e socioeconômicas, a GPA está fortemente correlacionada com as taxas de conclusão do ensino superior e o desempenho nos cursos, enquanto as notas em testes padronizados não apresentaram correlação consistente — às vezes havia uma relação positiva, às vezes não havia relação alguma e, em alguns casos, havia até uma correlação negativa, em que notas mais altas no ACT estavam associadas a taxas de conclusão mais baixas.

Os pesquisadores defendem que a média geral (GPA) é resultado não apenas da capacidade de fazer provas, mas também de uma ampla variedade de habilidades necessárias para ter sucesso na faculdade. Em contrapartida, os exames padronizados avaliam um conjunto restrito de habilidades e são algo para o qual os alunos podem se preparar de maneiras específicas e limitadas, que podem não se traduzir em uma experiência universitária mais positiva.

As teorias de Duckworth sobre a determinação parecem estar positivamente correlacionadas com a média geral (GPA), já que os alunos mais determinados são...

Resumo em PDF Parte 3.3: Determinação na sua organização

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Duckworth afirma que, quando a identidade pessoal se entrelaça com a identidade de um grupo, geralmente começamos a adotar as características desse grupo. Assim, se o seu grupo tem uma cultura de determinação, você passará a tomar decisões com uma mentalidade determinada, pois isso passa a fazer parte da forma como você se vê. Por exemplo, você vai acordar cedo para se exercitar, não porque faz uma análise racional de custo-benefício, ponderando as vantagens de se exercitar contra as vantagens de dormir até mais tarde, mas porque vai se considerar o tipo de pessoa que acorda cedo para se exercitar. Eventualmente, essas decisões se tornam um hábito.

(Nota resumida: O poder de um grupo para influenciar hábitos é amplamente reconhecido. É a psicologia por trás de programas de perda de peso, como o Weight Watchers, ou de programas de recuperação, como o Alcoólicos Anônimos. Os psicólogos descobriram que o aspecto social desses grupos é uma das principais razões pelas quais eles funcionam — as pessoas respondem à influência dos colegas, em parte porque estão programadas para cultivar laços sociais, e esses laços são frequentemente fortalecidos...)